Eu, que por aqui passava… 2

A Biblioteca inventou de deixar um caderno à disposição dos interessados na mesa de leitura de jornais. As reações foram variadas. Teve quem o comparasse ao Twitter, seria “quase um Twitter de papel”. Alguns estão escrevendo para desabafar ou protestar. Outros além de escrever estão voltando para ler. Alguns desenhos muito bonitos podem ser vistos no caderno. Em tempo, há exceções.

Por enquanto o “post” que recebeu mais elogios foi:

“Adoro vir de manhã na faculdade depois de um dia de chuva. Ouço os pássaros, as formigas dançando pelo seu caminho com o chocalho nos pés. O concreto desaparece. O verde predomina e as folhas secas cantam o seu pisar matinal. O beija-flor foi embora, achou o seu caminho apressado, apreensivo. Por que não repousar? Por que você está me apressando? Eu estava aqui tão quieta no meu canto. Por que você tem pressa? Onde você quer chegar? Aqui não está bom pra você ? Estava tão bom pra mim. Já sinto meu coração acelerado. Estou escrevendo sentindo meu tremor. Já não tenho mais o mesmo prazer. Você ganhou. Vamos. Volto outro dia. Uma outra manhã talvez.” (Anônimo)

E este, aparentemente a quatro mãos, ficou interessante:

“Hoje está calor, não consigo me concentrar.

Vazei da aula de cálculo para, no clube, nadar.

Chegando lá, tropecei e comecei a voar.

Lá no alto pensei: ‘Será que essa história aqui vai acabar?’ “

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