Biblioteca falada

 
O professor João Batista Neto Chamadoira, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), câmpus de Bauru, coordena desde 2004 o projeto Biblioteca Falada, que cria versões em áudio de obras literárias para deficientes visuais do Lar Santa Luzia – Escola para Cegos, do mesmo município. A escola ensina o método Braille e oferece cursos profissionalizantes e de informática para deficientes visuais. “O acesso a crônicas, contos, poemas e romances favorece a inclusão social da pessoa com deficiência”, afirma o professor.Os beneficiados são, em geral, pessoas de baixa renda que passam a ter uma oportunidade de realização individual, social e profissional com o projeto. “Nesse sentido, auxiliamos aqueles que querem aprimorar seus estudos, mas ainda dependem de livros escritos em Braile, o que é muito dispendioso”, explica Chamadoira. A audioteca está instalada na sede da escola, que conta hoje com trinta alunos. Eles podem utilizar os CDs na instituição ou em suas residências.As gravações são realizadas no Laboratório de Rádio do Departamento de Comunicação Social da FAAC e contam com o trabalho de alunos de três alunas de graduação, uma bolsista, e duas voluntárias. Os estudantes emprestam a voz ao projeto e têm a oportunidade de treinar locução.

Atualmente, o grupo está gravando contos de Eduardo Galeano e as crônicas do livro Deu com pleura, de Gustavo Arruda. Fazem parte do acervo as seguintes obras: O Sorvete e Outras Histórias, de Carlos Drummond de Andrade; contos da coleção infanto-juvenil Para gostar de ler, da editora Ática; alguns contos do livro O moderno conto brasileiro, de Antônio Bulhões; Cidades mortas, de Monteiro Lobato; Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry; além de livros de Nelson Rodrigues, Clarice Lispector e Luiz Fernando Veríssimo. 

No início, os áudios eram feitos com notícias de jornal impresso. “Após uma conversa com esses estudantes cegos, nós percebemos que eles já tinham acesso àquelas informações por meio do rádio”, relata o professor. Por sugestões dos próprios usuários, a equipe decidiu gravar textos literários. Com verba concedida pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), também foi possível vender áudio-livros em lojas.

Cínthia Leone

Fonte: Portal UNESP

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4 pensamentos sobre “Biblioteca falada

  1. Pingback: Adeus ao Professor Chamadoira « Biblioblog Unesp Bauru

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