Dia da poesia – 14 de março

Comemorando a data, a Biblioteca decidiu fazer na última semana do mês um varal de poesia. Você pode ler algumas poesias aleatoriamente e conhecer/revisitar nosso acervo de literatura. Embaixo do varal há alguns exemplares da nossa coleção poética. Aproveite para deixar no varal, ou mesmo aqui no Biblioblog, seu poema preferido, seu autor preferido e, melhor ainda, poesia(s) de sua autoria. Compartilhe conosco seus escritos, receba elogios (ou críticas), ganhe admiradores.

O Varal é parte do nosso projeto de incentivo à leitura, para crianças, jovens e adultos. Nossa equipe está preparada e disposta a ajudar você a encontrar o livro que procura, seja para aquele trabalho que o professor solicitou ou a prova que se aproxima como também, claro, se você está com vontade de levar um livro especial para ler no horário de descanso. Hoje é sexta-feira, dia ideal para escolher um título para o fim de semana.

No campus de Bauru, podemos encontrar vários poetas, um deles é o professor João Batista Chamadoira, do Departamento de Ciências Humanas. Em 2009, Chamadoira publicou o livro “Poesia e Prosa”, com poemas, crônicas e contos, mas o gosto pela literatura começou muito antes, já na escola, o que acabou estimulando-o a cursar Letras na USP, se aperfeiçoar e se especializar na área. Entrevistamos o professor para conhecer melhor sua relação com poesia.

Como é a sua relação com a poesia, desde quando escreve?
Sempre gostei de ler, fosse o que fosse. Meu professor do colégio me motivou muito a escrever nas aulas de redação. Escrevo poesia, prosa, desde o tempo do colégio. Tive textos meus, contos, crônicas publicados no Jornal da Cidade. Até uma redação sobre o Dia das Mães ganhou um concurso e foi parar no Jornal da Cidade. Escrever é um desafio, é um jogo delicioso, seja poesia ou prosa.

Dizem que a agonia é essencial ao artista, ela foi importante para lhe dar inspiração?
Se existe agonia, é a de viver, agir, e se não temos condições de concretizar nossos desejos, que venha a fantasia (que é outra realidade ) para compensar.
Na verdade, não creio em inspiração como condição para escrever. É preciso ter
vontade, necessidade de dizer alguma coisa, inventar, e, sobretudo ter competência.

Em seu livro, Poesia e Prosa, há vários poemas para a mulher. Foi inspirado por uma musa específica, ou foi pelas musas, a musa idealizada?
Claro, sempre passam mulheres pela nossa fantasia, pelo coração e pela mente. Sempre há uma mulher na história. E não é musa idealizada, mas é ela mesma que desperta a vontade de escrever. É como, creio, se eu falasse com ela. Agora, cada um tem seus critérios. Muita gente teima em que existe inspiração. Acho que não. Se fosse assim, seria uma ótima desculpa para quem não escreve: é só dizer que não é ou está inspirado. O que é importante para escrever poesia, contos, romances (comecei um e desejo continuar e terminar) é o repertório, o conhecimento linguístico e de vida.

O senhor acredita que a poesia tenha um papel diferenciado no incentivo a leitura?
Creio que a poesia não é um texto que seja muito lido. Até, você deve ter reparado, há muito mais leitura de prosa do que poesia. Mas pode-se aprender poesia com poesia. Creio que é mais motivador para a maioria das pessoas ler textos em prosa. É mais fácil, o texto não exige tanta leitura.

Não deixe de visitar nosso varal e os títulos expostos para também se envolver com poesia.

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