Entrevista do mês – Gabriel Victoriano

Gabriel Victoriano está no último ano de Biologia e desde seu ingresso, em 2008, ele é frequentador assíduo da Biblioteca. O único referencial de biblioteca que tinha antes de entrar na Unesp, era a biblioteca da sua escola, na cidade de Jaú, que tinha um formato bastante diferente, servindo principalmente como sala de estudos. Na Biblioteca, Gabriel procura não só os livros indicados pelos seus professores, como também livros relacionados ao seu estágio e às disciplinas nas quais é monitor. A conversa com Gabriel foi breve, mas suficiente para conhecermos a visão de um aluno e suas necessidades específicas.

Camila: Gabriel, do que você sente falta na nossa Biblioteca?

Gabriel: A reclamação que muita gente já faz, de “ah, falta livro na minha área”, sabe? Eu, como gosto muito de anatomia, acho que faltam alguns livros de anatomia, de cérebro, neurociência. Tem muitos livros que a biblioteca disponibiliza que não são tão recomendados. Acho que poderia ter um link entre a biblioteca e um representante discente ou docente , de cada departamento, porque, por exemplo, tem muitos livros de disciplinas que o professor nem recomenda. Tem muitos livros que eu vejo de monte, que o professor nem sabe que tem, ou que o professor fala que não é um livro bom, sabe? Então, acho que poderia ter um link, porque o professor pede o livro, mas quem vai usar o livro é o aluno, tem disciplina que o professor obriga você a ler um livro, e tem poucos livros aqui…[Saiba mais sobre aquisição de livros clicando aqui].
Já salas de estudo eu sei que não tem como construir mais, mas acho que essas salas de estudos são boas para fazer trabalho, já usei várias vezes para fazer trabalho em grupo, além disso, a estrutura está boa. Já conheci outras bibliotecas, mas acho que aqui está num bom patamar. A da USP Ribeirão Preto , por exemplo, não tem salas assim, então, eu vejo isso como uma vantagem nossa.

C: E além da estrutura física, o que mais você pensa que poderia haver aqui?

G: Acho que a biblioteca poderia oferecer alguns cursos no decorrer do ano, como base de dados, ABNT, e cursos que só a biblioteca poderia oferecer. Eu sei que já tem na Semana do Livro, mas além dessa época; ou, então, um curso de leitura crítica, discussão de leitura. Esses para base de dados e ABNT, podia receber inscrições de interesse, e quando juntasse um número considerável, marcava a data do minicurso.

C: Você frequenta a biblioteca desde que entrou no curso, e está agora no quinto e último ano, como você observa as mudanças que teve?

G: O interessante é que quando eu entrei já começavam mudanças, ainda era a carteirinha, mas mudava o jeito de passar, antes passava-se como se passa cartão, depois passou a ser usado o leitor ótico. Aquela época de carteirinha eu achava mais interessante que a leitura do indicador, não que eu não goste, só não acho tão necessário.
Mudança eu vi em acervo, desde o começo eu usava, muitos livros novos chegaram, eu acho que melhorou bastante com relação a quando eu entrei. Lembro que tinha uns livros assim que o professor recomendava e não tinha nem edição em português, aí hoje em dia tem uns cinco exemplares, então, eu acho que pelo menos a parte de biológicas está boa.
Uma reclamação minha é que tem pouco limite de empréstimo de livro, eu acho, até queria dar uma sugestão, não sei se seria fácil ter isso, mas poderia ter algum programa de incentivo a emprestar livros. Por exemplo, se o aluno pegasse mais de cem livros, diferentes ou iguais, ele poderia aumentar o limite dele, eu pensei nisso.
Porque, eu vi no segundo ano, que tínhamos sete matérias e todas tinham que usar livro, então, me perdia. Acabava pedindo para os outros pegarem livro para mim, tinha semestre que eu ficava com nove livros, um de cada carteirinha. Porque tem muita gente que não usa a biblioteca, isso é o que eu percebo, tem gente que está no último ano e não pega livro desde o segundo. Acho que poderia aumentar o limite de livros, ter um programa de incentivo, eu não sei se daria certo, mas é uma sugestão.
Essa mudança de empréstimo automático, devolução automática,  eu não sei se isso é bom. Eu nunca usei, na verdade, é que eu não sei usar mesmo, acho que muita gente tem receio de usar, porque não sabe usar. Não sei se isso é tão necessário, nunca vi ninguém devolvendo livro aqui.

C: Há alguma particularidade que destaca de positivo ?

G: O acervo diversificado é algo que eu acho muito interessante. Acho melhor assim, uma biblioteca só para várias faculdades. Eu gosto de aprender, e já fiz matérias com Educação Física, Psicologia, então eu usava livros de outras áreas também. Então, eu achava interessante também nesse sentido. Você por exemplo faz biologia e precisa fazer um trabalho de alguma coisa, e quer entender um pouco de religião, e tem livro aqui disso, então é interessante, livros de metodologia científica, sobre educação física, livro de tudo eu acho, ou até se algum amigo seu de outra faculdade precisa de um livro, você tem como pegar.

C: Que serviços virtuais você utiliza?

G: Acho que desde que era manual eu pedia EEB, sempre pedi EEB, eu acho muito bom mesmo. No começo demorava muito, mas acho que hoje está muito mais eficiente, hoje pedir pela internet tornou tudo mais fácil. COMUT eu nunca usei, mas uma amiga minha usou, mas o artigo que ela pediu estava já disponível, não precisava ter pedido. Então, uma sugestão que ela deu, e eu entendo, é um minicurso de base de dados, como procurar artigo, como encontrar. Lógico que vocês não teriam noção de todas as áreas, mas poderia fazer parceria com algum professor. Não sei nas outras áreas, mas em Biológicas a gente tem que pesquisar muito artigo, e, às vezes, não sabemos pesquisar direito. Dos outros recursos que eu uso são basicamente esses. Dos outros, eu não tenho muito conhecimento, na verdade.

C: E em relação aos recursos de Redes Sociais da Biblioteca?

G: Acho que seria legal a biblioteca ter um Facebook, para divulgar melhor as coisas. O blog da Biblioteca eu já conhecia há um tempinho, acho que foi na época do Orkut que eu fiquei sabendo. O blog é importante, mas o Facebook tem mais impacto, hoje em dia, eu, pelo menos, não visito muito blog, só de quem é amigo meu mesmo, sabe, então, eu acho assim que a pessoa está lá, vê a notícia, gostou, compartilha ou não, acho até que poderia ser divulgado uns minicursos, as coisas da biblioteca, serviços novos, eventos, palestras, acho que seria interessante.

C: No geral, o que você pensa que a Biblioteca poderia oferecer para melhorar, seja em questão prática, ou de serviços?

G: Além dos cursos que eu tinha falado, de base de dados, referências, são coisas que parecem idiotas, mas muita gente tem dúvida e não quer falar. Os serviços são bons, o atendimento é bom, os funcionários atendem bem, acho que o espaço é um espaço bom. Barulho não tem como controlar, porque a biblioteca é um local onde o pessoal se reúne para fazer trabalho, você acaba a aula, vem aqui, sabe, é um lugar, de certa forma, meio sociável, não tem jeito, não tem como evitar, nem se isolasse parte da biblioteca, não tem jeito.
A Biblioteca está melhorando bastante. Quando entrei não tinha empréstimo de netbooks, então, melhorou muito mesmo, está bem interessante, crescendo, e a tendência é crescer mais, e não está parada. Em cinco anos, vejo que mudou muita coisa, eu vi entrando mais funcionários, porque quando entrei, eu não via tanto funcionário diferente, e hoje, cada dia é um te atendendo, eu acho isso legal. Também acho que é fácil achar livro, a organização está certinha, está tudo ok.

Atualização: Gabriel cometeu um engano, há, sim, salas de estudo em grupo na USP Ribeirão.

por Camila Oliveira

Todo mês será publicada aqui no blog uma entrevista com um usuário da Biblioteca, aluno, professor, funcionário, aposentado. A intenção é conhecer melhor a visão daqueles que usam regularmente a Biblioteca sobre nossa estrutura, serviços e objetivos. Se você gostaria de ser entrevistado, ou gostaria de sugerir alguém para ser entrevistado, mande um e-mail para camila@bauru.unesp.br

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3 pensamentos sobre “Entrevista do mês – Gabriel Victoriano

  1. Muito importante esses detalhes da entrevista.Parabéns Camila, gostei mesmo.
    Maria Thereza/Biblioteca.

  2. Muito legal essa iniciativa, precisamos saber a opinião dos usuários e do que eles precisam. Parabéns biblioteca de Bauru!

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