Entrevista do mês – Matheus Luciano

O primeiro aluno da FEB a participar da entrevista do mês no blog é Matheus Luciano que cursa o terceiro ano de Engenharia Mecânica. Antes de vir a Bauru, Matheus cursou o ensino médio em 4 escolas diferentes por ter se mudado para Florianóplois e depois voltado a morar em São Carlos, e já era habituado a frequentar bibliotecas, mesmo que não atendessem totalmente suas necessidades. “Eu vim de escola pública e por mais que elas tivessem bibliotecas, eram muito precárias, quanto à infra-estrutura, quanto à quantidade de livros”. Mas um referencial de Biblioteca Universitária que Matheus tinha era o da Biblioteca da UFSCar. “Tem quatro andares, mas também o campus é bem maior.”

Camila: Quando você veio para cá, o que achou da nossa biblioteca?
Matheus: Acho que a biblioteca é uma biblioteca pequena, confesso que quando cheguei aqui na Unesp esperava uma biblioteca maior. Mas porque eu tinha a visão da biblioteca de lá [da UFSCar], mas eu também entendo que tem que contar nesse pensamento que o tamanho dos câmpus é diferente.

C: Quando começou a usar você sentiu que ela estava atendendo suas necessidades, ou sentiu falta de algo?
M: As minhas necessidades ela atende. Acho que o espaço podia ser maior, ou ter mais um prédio para a biblioteca, ou mais um andar, acredito que ela precisa ser um pouco maior dado o tamanho do câmpus. Mas até hoje, o que tenho buscado aqui, pelo menos uma bibliografia relacionada ao meu curso, eu tenho encontrado.

Matheus Luciano

Matheus costuma emprestar livros relacionados ao seu curso, mas nos períodos mais tranquilos do semestre também dá atenção às estantes de literatura

C: Os empréstimos que mais faz são os livros recomendados pelos professores, ou também acaba emprestando aqueles relacionados a projetos que participa, a literatura em geral?
M: Normalmente eu pego o que o professor indica mesmo para os trabalhos e provas. Quando eu estou mais tranquilo, eu empresto livros de literatura. Quanto aos projetos que participo, acho que nunca peguei nada relacionado, mas é uma boa ideia, nunca tinha pensado nisso ainda.

C: A biblioteca do nosso câmpus é a única da rede que atende todas as unidades do câmpus. Isso gera um debate em que alguns defendem que o ideal para Bauru seria mais de uma biblioteca e outros defendem a variedade no acervo e nos perfis de usuário. Como você observa isso?
M: Acho que a segunda opção tem mais a ver com o que eu penso, mas a gente precisa ter uma biblioteca um pouco maior. Por exemplo, a biblioteca da UFSCar, tudo é centralizado nela. Então, talvez a pessoa, eu por exemplo, de engenharia mecânica, eu estou passando por uma prateleira e vejo um livro de biologia, que tem tudo a ver com a aplicação de um trabalho que eu vou fazer, e mesmo que eu não veja aquilo no meu currículo, tem uma aplicação que eu possa fazer. Talvez isso incentive mais do que eu sair aqui da FEB descer lá no departamento de Biologia, na última rua do câmpus, para procurar algo relacionado ao meu projeto. Então, talvez isso enriqueça. Mas eu também vejo um lado que, se as obras fossem mais fixas num lugar só, talvez seria bom também. Vejo prós e contras nos dois lados.

C: Ano passado, foram inseridos na nossa rotina três novos serviços. A autodevolução, o autoempréstimo e o empréstimo de netbooks, o que significou muitas vantagens e alguns desafios no nosso trabalho. Queria saber sua visão de usuário em relação a esses serviços.
M: A da entrega acho que existe em outras universidades, mas não tão automatizada quanto a nossa, nelas você joga o livro e depois tem o trabalho por parte dos funcionários para organizar e devolver. O autoempréstimo eu também achei muito interessante. E o dos netbooks, especialmente, eu nunca tinha visto e achei fantástico. Porque as vezes você chega, por mais que hoje em dia nós tenhamos smartphones, ipads, ipods, por mais que nós tenhamos um acesso contínuo a internet, às vezes, você lembra “Ah, preciso digitar um texto de um trabalho… Preciso corrigir tal coisa num artigo agora.” Você corre para biblioteca. Eu sou do diretório acadêmico [DAFAE], né, e quantas vezes já chegou gente “Aí, preciso fazer um trabalho agora, mas deixei meu notebook em casa…” A gente sempre indica “Vai na biblioteca que lá tem netbook”. E eu achei que foi uma idéia fantástica, que veio a calhar, que muitas vezes nós precisamos, mas não estamos com o notebook. Quanto a isso, vocês estão de parabéns.

C: O que você observou de mudanças do ano que você entrou, até agora, além desses novos serviços que comentamos, do autoatendimento e dos netbooks?
M: O VPN foi outra ideia que eu achei muito interessante, mas aí foi da Unesp em geral, né… Eu estou tendo mais contato com isso agora, porque nos primeiros anos, a gente não vê nada de ciência, a gente aprende, primeiro, a como usar, para depois pesquisar lá na frente. Agora que eu estou envolvido em iniciação científica, e preciso ir atrás de artigos, aí o professor falou “vai lá na biblioteca, você pode acessar da sala [de base de dados]”, e quando eu li sobre VPN, que eu podia fazer isso de casa, nossa, muito mais fantástico ainda.

C: Comentários, críticas, sugestões…
M: Acho que tinha que ter ar condicionado na biblioteca. Sério. Hoje está frio, mas no calor… os mosquitinhos… Ar condicionado é o que falta. Mesmo. E é claro uma biblioteca muito maior, acho que precisávamos de muito mais espaço, para colocarmos muito mais coisa.
Acho que o único comentário aqui é que eu sinto falta, mas também tem o lance do problema com espaço. O que eu sinto falta é de uma maior quantidade de revistas, de assuntos não só tão científicos, por exemplo, mesmo não tendo um curso de negócios no câmpus, ter uma Exame, uma coisa que expanda mais os horizontes do aluno. Eu, pelo menos, sinto falta disso. Algumas coisas que são científicas, mas nem tão científicas, como Superinteressante, Galileu, revistas que eu sinto falta aqui e que alguns alunos com quem comentei também sentem falta.
Quanto ao acervo, muita gente reclama que falta livro, mas também, em época de prova, todo mundo vai pegar aquele livro, acho que ninguém vai estar imune a isso. Por exemplo, existe uma turma de Cálculo III, e a turma tem 60, 70 alunos, e durante o período letivo normal, sem ser época de prova, tudo bem, às vezes até sobram livros, mas na época de prova, todo mundo quer pegar o livro, aí não dá, aí vai faltar mesmo.

por Camila Oliveira

Todo mês será publicada aqui no blog uma entrevista com um usuário da Biblioteca, aluno, professor, funcionário, aposentado. A intenção é conhecer melhor a visão daqueles que usam regularmente a Biblioteca sobre nossa estrutura, serviços e objetivos. Se você gostaria de ser entrevistado, ou gostaria de sugerir alguém para ser entrevistado, mande um e-mail para camila@bauru.unesp.br

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