Lato sensu sem preconceito. Workshop busca desmistificar e fortalecer especializações.

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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), promoveu em 10 e 11 de abril o 4º Workshop de Pós-Graduação Lato Sensu da Unesp, em Águas de Lindóia, SP. O evento discutiu os desafios dos cursos de especialização na Universidade e ganhou um impulso extra com a recente declaração do Ministério da Educação sobre um marco regulatório mais exigente para o setor – diferentemente da stricto sensu (mestrado e doutorado), a pós-graduação lato sensu ainda não é avaliada pelo MEC.

Na abertura, o pró-reitor de Pós-Graduação, Eduardo Kokubun, falou que ainda há preconceito sobre o tema. “Especializações servem para atualizar o profissional e serão fundamentais em um mundo com mudanças rápidas, em que as pessoas vivem mais e por isso têm carreiras cada vez mais longas”, afirmou. Para ele, essa formação também permite à Universidade recuperar o vínculo com seu egresso, além de dar qualificação àqueles que não tiveram a oportunidade de estudar na Unesp na graduação.

Um dos principais temas do debate foi a educação a distância (EaD). Para Kokubun, os cursos em EaD de instituições de ponta podem ser até mais exigentes do que os presenciais. “Temos que discutir o que é ‘presença’. O aluno estar na sala de aula não significa que ele está participando, interagindo”, disse. “Em muitos cursos a distância, o aluno tem metas de participação, tem horário para responder solicitações das disciplinas e os professor também têm prazos para responder as dúvidas, o que nem sempre ocorre em cursos tradicionais”, declarou, destacando que a Unesp, assim como algumas das principais universidades do mundo, disponibilizam aulas ou cursos a distância.

Outra característica do lato sensu que ainda gera polêmica é a parceria com a iniciativa privada, e esse foi o tema da apresentação do professor Kléber Tomás de Resende, responsável pela Coordenadoria Didático-Científica da Fundunesp (Fundação para o Desenvolvimento da Unesp). “A relação com o setor produtivo é estratégica para a Universidade, e o papel da Fundunesp hoje é articular essa parceria”, enfatizou. ”Nesse sentido, os cursos de especialização são uma frente fundamental de atuação para nós.”

A professora Mariângela Fujita defendeu o fortalecimento dos cursos de difusão de conhecimento e de aperfeiçoamento. “Alguns têm grande importância para as regiões onde são ministrados e outros têm potencial inclusive para se tornar uma especialização”, disse. Um dos exemplos é a Universidade do Livro (Unil), programa permanente de formação da Editora Unesp, e que tem aulas também em EaD. “O mais gratificante dos cursos a distância é que eles atendem pessoas que moram em outros estados e que não poderiam se deslocar até nós para assistir as aulas”, afirmou durante o Workshop João Luís Ceccantini, assessor editorial da Unil.

Cínthia Leone
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