Renan Fragelli, aluno da Engenharia Mecânica da FEB, realiza sonho de morar na Alemanha

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Renan em uma visita ao lago Königssee, um dos mais limpos da Alemanha

Fazer intercâmbio é um desejo que muitos estudantes têm, seja para estagiar ou estudar – ou até mesmo fazer os dois. Para o aluno de Engenharia Mecânica da Unesp de Bauru Renan Fragelli, essa vontade saiu do papel em 2013, quando ele morou por um ano em Regensburg, na Alemanha. Segundo ele, foram “365 dias contados” passados na cidade em que ele trabalhou, estudou alemão e conheceu diversas culturas diferentes.
Renan viajou para o país europeu a fim de estagiar na empresa Krones AG, mas, para conhecer mais sobre o idioma que ele usaria a partir de então em seu cotidiano, também estava matriculado na Universidade de Ciências Aplicadas de Regensburg. Segundo ele, quando olha hoje para tudo o que passou lá, percebe que se adaptou rápido ao novo lugar: “A cultura dos alemães é muito diferente da nossa em diversos aspectos, como em educação, respeito, alimentação, tradição, comportamento dos jovens, entre outros. Porém, não tive nenhum tipo de problema. Foi realmente uma experiência única”. Entre as coisas que ele mais sente falta agora está a simplicidade do dia a dia, que se mostrava quando ele pegava sua bicicleta depois do trabalho e ia para o centro da cidade antiga tomar um café ou cerveja, conversava com amigos e se divertia.
Para Renan, a parte mais rica da experiência que ele teve no exterior foi ter muitos amigos vindos de vários países, além da própria Alemanha, e assim começar a enxergar tudo “de uma forma não-brasileira”. “Eu pude aprender muito. Tive a chance de ver o mundo com os olhos de amigos muçulmanos, de pessoas extremamente ricas dos Emirados Árabes, do meu chefe alemão, que se tornou um grande amigo, de americanos que só pensavam em beber e curtir, pois eram menores de 21 anos e na Alemanha eles já podiam beber [enquanto nos Estados Unidos isso não é permitido]”, ele cita alguns exemplos. O lado ruim, no entanto, fica restrito à relação interpessoal dos alemães no ambiente de trabalho, em que a amizade que fez com seu chefe foi uma exceção. “Os alemães separam muito bem a vida pessoal da vida profissional e eu senti falta desse nosso jeito brasileiro de ser”.
Quando o intercâmbio terminou, Renan aproveitou a experiência que teve como estagiário no exterior para rechear seu currículo. Para ele, isso ajudou muito na sua inserção no mercado de trabalho brasileiro. “Assim que eu cheguei ao Brasil, enviei meu currículo para a empresa Máquinas Agrícolas Jacto e duas semanas depois eu já estava realizando o processo admissional”, ele conta. Morar em outro país, para ele, com certeza é considerado um diferencial: “O fato de ter experiência internacional agrega muito valor à nossa formação e, quando essa experiência é somada à prática profissional, as empresas valorizam mais ainda”.
Hoje, Renan está quase formado: já concluiu todas as matérias que deveria cursar e só falta realizar a prova do ENADE para poder colar grau. Enquanto isso, ele é aluno ouvinte da pós-graduação.
Vanessa Souza – ACI/FEB – Unesp

http://www.feb.unesp.br/#!/noticia/104/o-sonho-realizado-de-morar-na-alemanha/

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