O livro digital e a pesquisa científica

Editora Unesp já teve 8 milhões de downloads no Programa Scielo Livros

scielo

Nos Estados Unidos, aproximadamente 30% do mercado editorial de não-ficção são compostos por livros digitais. A pujança dessa plataforma confirma que o surgimento dos e-books não é evento passageiro ou frágil: eles vieram para ficar. E aquilo que explica seu sucesso e é mais característico desse tipo de edição – sua rapidez de distribuição, menor custo e acessibilidade – se ajusta perfeitamente às exigências da comunicação científica contemporânea. Nunca tivemos quantidade tão impressionante de trabalhos acadêmicos, que precisa ser urgentemente distribuída entre uma comunidade cada vez mais especializada e geograficamente dispersa. É nesse contexto que pesquisadores de todo o mundo são cada vez mais levados ao uso regular de publicações eletrônicas, seja como autores ou como receptores de textos. Dada a relevância da edição eletrônica, não é de se admirar que as instituições universitárias tenham se dedicado a aperfeiçoa-la e a aproveitar todo o seu potencial. Universidades prestigiosas como Harvard e Amsterdam têm desenvolvido programas de acessibilidade digital gratuita, sempre com o objetivo geral de garantir a circulação da informação viva e relevante das investigações geradas por suas equipes. Nesse mesmo diapasão, desde 2012 foi estruturado no Brasil o programa Scielo Livros, que pretende abrir um nicho sólido de publicações acadêmicas de excelência, acessíveis ao público científico e interessados em geral. Mesmo com um acervo limitado a 570 títulos, o Programa já obteve mais de 32 milhões de downloads, dos quais mais de 8 milhões referentes apenas a edições da Editora Unesp, o que, nesse último caso, lhe daria média de 45.000 downloads por título. Esses são resultados extraordinários, especialmente quando se considera que as tiragens tradicionais (papel) de conteúdos semelhantes atingem, quando bem sucedidas, média de aproximadamente 2.000 exemplares. Esse dinamismo inédito justifica que programas de edição digital tenham sido promovidos pela Unesp ao lado de várias outras instituições brasileiras, justamente para que os pesquisadores nacionais, tanto quanto seus congêneres estrangeiros, possam se beneficiar dessas circunstâncias. Nos Estados Unidos, aproximadamente 30% do mercado editorial de não-ficção são compostos por livros digitais. A pujança dessa plataforma confirma que o surgimento dos e-books não é evento passageiro ou frágil: eles vieram para ficar. E aquilo que explica seu sucesso e é mais característico desse tipo de edição – sua rapidez de distribuição, menor custo e acessibilidade – se ajusta perfeitamente às exigências da comunicação científica contemporânea. Nunca tivemos quantidade tão impressionante de trabalhos acadêmicos, que precisa ser urgentemente distribuída entre uma comunidade cada vez mais especializada e geograficamente dispersa. É nesse contexto que pesquisadores de todo o mundo são cada vez mais levados ao uso regular de publicações eletrônicas, seja como autores ou como receptores de textos. Dada a relevância da edição eletrônica, não é de se admirar que as instituições universitárias tenham se dedicado a aperfeiçoá-la e a aproveitar todo o seu potencial. Universidades prestigiosas como Harvard e Amsterdam têm desenvolvido programas de acessibilidade digital gratuita, sempre com o objetivo geral de garantir a circulação da informação viva e relevante das investigações geradas por suas equipes. Nesse mesmo diapasão, desde 2012 foi estruturado no Brasil o programa Scielo Livros, que pretende abrir um nicho sólido de publicações acadêmicas de excelência, acessíveis ao público científico e interessados em geral. Mesmo com um acervo limitado a 570 títulos, o Programa já obteve mais de 32 milhões de downloads, dos quais mais de 8 milhões referentes apenas a edições da Editora Unesp, o que, nesse último caso, lhe daria média de 45.000 downloads por título. Esses são resultados Certamente, o livro acadêmico digital não elimina problemas crônicos que o ameaçam e que vão desde a proliferação indiscriminada de títulos até as dificuldades técnicas de avaliação desses conteúdos. Entretanto, em época de tantos pessimismos, talvez seja o caso de saudar ao menos esse evento que, afinal, nos abre alternativas promissoras.

Jezio Hernani Bomfim Gutierre, mestre e doutor em Filosofia, é professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp de Marília e Editor Executivo da Fundação Editora da Unesp.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

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