Biblioteca nova

Um fato que deixou a equipe da Biblioteca meio chateada recentemente foi o recebimento da notícia de que nossa tão sonhada, desejada e necessitada Biblioteca nova não vai sair do papel por enquanto. Mesmo assim continuamos batalhando para oferecer uma Biblioteca melhor para todos os usuários e estamos com algumas mudanças em vista. Enquanto isso, sonhar ainda é permitido e a inspiração do dia é a fachada da Biblioteca Pública de Kansas, fundada em 1873, que mostra lombadas de livros de aproximadamente 7,5m de altura por 2, 70 de largura formando uma estante de livros com 22 títulos de diferentes áreas.

Fonte: Cyberteca

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Dicas para melhor aproveitar a Biblioteca

Este ano estamos com novidade na Biblioteca: o cadastro biométrico. Se você já está em Bauru, aproveite que as aulas ainda não começaram e passe por aqui para se recadastrar sem pegar fila. Serão necessários os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de endereço e de vínculo com a Unesp Bauru, uma foto 2×2 ou 3×4. Você também cadastrará uma senha e suas digitais. Pronto.

Depois é só pesquisar no nosso catálogo, marcar a localização e pegar o material desejado na estante. Aliás, você sabe como fazer isso? Entre na nossa página e clique em Base Athena (ou já clique aqui direto), escolha em que acervo quer pesquisar (só Bauru, outra unidade ou todas), pesquise por autor (sobrenome), título ou assunto (há outras opções mas estas são as mais utilizadas).

Um exemplo (especialmente para o pessoal da Educação Física desta vez): O livro “Corrida”, cujo primeiro autor é Eric Newsholme. Em localização vai aparecer 796.426 N466c e.2 71.872. Na estante você vai procurar primeiro o 796.426 que é o número referente à classificação do livro, ou seja, o assunto que ele trata. Livros que tratam do mesmo assunto recebem o mesmo número. Depois, na segunda linha da etiqueta da lombada do livro, você deve procurar N466c, sendo que estas informações se referem à autoria do livro: o N é a primeira letra do sobrenome do autor, os números são de uma tabela que as bibliotecas usam e o c é a primeira letra do título do livro. Provavelmente, a esta altura, você já terá encontrado o livro procurado. O e.2 significa que este é o exemplar 2 e o último número que aparece na etiqueta, neste caso 71.872, é o número que o exemplar recebe quando chega na biblioteca, é o número que o identifica como único, ou seja, este é o 71.872º que a biblioteca inseriu no acervo.

Dúvidas? Fale conosco. Teremos prazer em ajudá-lo.

Dica: Maith Martins – Bibliotecária Supervisora do Atendimento ;-)

Biblioteca falada

 
O professor João Batista Neto Chamadoira, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), câmpus de Bauru, coordena desde 2004 o projeto Biblioteca Falada, que cria versões em áudio de obras literárias para deficientes visuais do Lar Santa Luzia – Escola para Cegos, do mesmo município. A escola ensina o método Braille e oferece cursos profissionalizantes e de informática para deficientes visuais. “O acesso a crônicas, contos, poemas e romances favorece a inclusão social da pessoa com deficiência”, afirma o professor.Os beneficiados são, em geral, pessoas de baixa renda que passam a ter uma oportunidade de realização individual, social e profissional com o projeto. “Nesse sentido, auxiliamos aqueles que querem aprimorar seus estudos, mas ainda dependem de livros escritos em Braile, o que é muito dispendioso”, explica Chamadoira. A audioteca está instalada na sede da escola, que conta hoje com trinta alunos. Eles podem utilizar os CDs na instituição ou em suas residências.As gravações são realizadas no Laboratório de Rádio do Departamento de Comunicação Social da FAAC e contam com o trabalho de alunos de três alunas de graduação, uma bolsista, e duas voluntárias. Os estudantes emprestam a voz ao projeto e têm a oportunidade de treinar locução.

Atualmente, o grupo está gravando contos de Eduardo Galeano e as crônicas do livro Deu com pleura, de Gustavo Arruda. Fazem parte do acervo as seguintes obras: O Sorvete e Outras Histórias, de Carlos Drummond de Andrade; contos da coleção infanto-juvenil Para gostar de ler, da editora Ática; alguns contos do livro O moderno conto brasileiro, de Antônio Bulhões; Cidades mortas, de Monteiro Lobato; Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry; além de livros de Nelson Rodrigues, Clarice Lispector e Luiz Fernando Veríssimo. 

No início, os áudios eram feitos com notícias de jornal impresso. “Após uma conversa com esses estudantes cegos, nós percebemos que eles já tinham acesso àquelas informações por meio do rádio”, relata o professor. Por sugestões dos próprios usuários, a equipe decidiu gravar textos literários. Com verba concedida pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), também foi possível vender áudio-livros em lojas.

Cínthia Leone

Fonte: Portal UNESP

Eu, que por aqui passava… 2

A Biblioteca inventou de deixar um caderno à disposição dos interessados na mesa de leitura de jornais. As reações foram variadas. Teve quem o comparasse ao Twitter, seria “quase um Twitter de papel”. Alguns estão escrevendo para desabafar ou protestar. Outros além de escrever estão voltando para ler. Alguns desenhos muito bonitos podem ser vistos no caderno. Em tempo, há exceções.

Por enquanto o “post” que recebeu mais elogios foi:

“Adoro vir de manhã na faculdade depois de um dia de chuva. Ouço os pássaros, as formigas dançando pelo seu caminho com o chocalho nos pés. O concreto desaparece. O verde predomina e as folhas secas cantam o seu pisar matinal. O beija-flor foi embora, achou o seu caminho apressado, apreensivo. Por que não repousar? Por que você está me apressando? Eu estava aqui tão quieta no meu canto. Por que você tem pressa? Onde você quer chegar? Aqui não está bom pra você ? Estava tão bom pra mim. Já sinto meu coração acelerado. Estou escrevendo sentindo meu tremor. Já não tenho mais o mesmo prazer. Você ganhou. Vamos. Volto outro dia. Uma outra manhã talvez.” (Anônimo)

E este, aparentemente a quatro mãos, ficou interessante:

“Hoje está calor, não consigo me concentrar.

Vazei da aula de cálculo para, no clube, nadar.

Chegando lá, tropecei e comecei a voar.

Lá no alto pensei: ‘Será que essa história aqui vai acabar?’ “