Conheça o ‘Biblioteca Falada’

projeto-biblioteca-falada
O Biblioteca Falada, projeto de extensão da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp de Bauru, tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento das aptidões de audioleitura e aquisição de conhecimentos para a inclusão social dos portadores de necessidades especiais visuais. Através da transformação de textos do impresso para o áudio, eles possibilitam que deficientes visuais possam ouvir diversos conteúdos literários, jornalísticos e até mesmo descrições de videoclipes e trailers. Aberto para todos os alunos, professores e funcionários da Unesp de Bauru, o projeto hoje conta com nove pessoas que participam de todas as etapas: desde a elaboração e adaptação de roteiros até a locução, edição e sonoplastia. “Dessa forma, os participantes conseguem ter uma visão geral e bastante prática da dinâmica de produção para as mídias sonoras, além de exercitarem a locução, a produção de áudio (construção de vinhetas, seleção e mixagem de trilhas), a montagem, entre outras atividades”, explica a Profª. Drª. Suely Maciel do Departamento de Ciências Humanas, coordenadora do Biblioteca Falada. Os textos são escolhidos a partir das demandas e sugestões dos alunos do Lar Escola Santa Luzia para Cegos de Bauru. Hoje, o projeto atende cerca de 40 alunos do Lar, que recebem os áudios finalizados em CDs e DVDs, e também um público potencial estimado em 10 mil pessoas por mês que podem acessar a página do projeto na internet. A coordenadora Suely Maciel explica que “a proposta visa proporcionar o contato com a realidade de um grupo especial, que são os deficientes visuais, contribuindo para desenvolver no discente o senso crítico em relação aos problemas dos diferentes grupos sociais e o respeito por eles, calcado nas noções de cidadania e de direitos humanos”.
Se você se interessou e deseja participar do Biblioteca Falada, basta enviar um e-mail para suelymaciel@faac.unesp.br. O projeto está se organizando novamente neste começo de semestre e está de portas abertas a novos voluntários.

ACI/FAAC – Unesp

http://www.unesp.br/portal…

Anúncios

Biblioteca falada

 
O professor João Batista Neto Chamadoira, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), câmpus de Bauru, coordena desde 2004 o projeto Biblioteca Falada, que cria versões em áudio de obras literárias para deficientes visuais do Lar Santa Luzia – Escola para Cegos, do mesmo município. A escola ensina o método Braille e oferece cursos profissionalizantes e de informática para deficientes visuais. “O acesso a crônicas, contos, poemas e romances favorece a inclusão social da pessoa com deficiência”, afirma o professor.Os beneficiados são, em geral, pessoas de baixa renda que passam a ter uma oportunidade de realização individual, social e profissional com o projeto. “Nesse sentido, auxiliamos aqueles que querem aprimorar seus estudos, mas ainda dependem de livros escritos em Braile, o que é muito dispendioso”, explica Chamadoira. A audioteca está instalada na sede da escola, que conta hoje com trinta alunos. Eles podem utilizar os CDs na instituição ou em suas residências.As gravações são realizadas no Laboratório de Rádio do Departamento de Comunicação Social da FAAC e contam com o trabalho de alunos de três alunas de graduação, uma bolsista, e duas voluntárias. Os estudantes emprestam a voz ao projeto e têm a oportunidade de treinar locução.

Atualmente, o grupo está gravando contos de Eduardo Galeano e as crônicas do livro Deu com pleura, de Gustavo Arruda. Fazem parte do acervo as seguintes obras: O Sorvete e Outras Histórias, de Carlos Drummond de Andrade; contos da coleção infanto-juvenil Para gostar de ler, da editora Ática; alguns contos do livro O moderno conto brasileiro, de Antônio Bulhões; Cidades mortas, de Monteiro Lobato; Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry; além de livros de Nelson Rodrigues, Clarice Lispector e Luiz Fernando Veríssimo. 

No início, os áudios eram feitos com notícias de jornal impresso. “Após uma conversa com esses estudantes cegos, nós percebemos que eles já tinham acesso àquelas informações por meio do rádio”, relata o professor. Por sugestões dos próprios usuários, a equipe decidiu gravar textos literários. Com verba concedida pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), também foi possível vender áudio-livros em lojas.

Cínthia Leone

Fonte: Portal UNESP