Leitora do mês – Beatriz Marinotti

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Beatriz Marinotti

24 anos

5º ano de psicologia

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
Estou lendo 1984 de George Orwell. Sim, é muito bom, levanta questões políticas e sociais importantes para reflexões, especialmente neste momento em que nos encontramos, de greve e de diversas manifestações pelo mundo.

Gênero literário preferido?
Romance.

Na sua estante não pode faltar…
Livros de poesia.

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
Aqueles cães malditos de Arquelau, de Isaias Pessotti.

Se fosse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes. Este é um livro que mexe muito com a fantasia e a imaginação, e permite uma criatividade. Também levanta a questão da loucura, e como esta é constituída e vista na sociedade. Este livro quebra muitos preconceitos acerca deste assunto, e o apresenta sob outro olhar.

Um personagem marcante…
Werther, do livro Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
Sim. O livro Ira – Xadrez, truco e outras guerras, de Roberto Torero. Este livro me fez refletir muito sobre as guerras e os sentimentos envolvidos nelas, de pessoas que destroem lugares e outras pessoas. O jeito como ele apresenta a Ira neste contexto é algo que nunca havia pensado, e me fez questionar algumas ideias minhas.

Há algum livro que você já tenha relido algumas vezes e cada vez percebe uma coisa nova?
Existe, na verdade, uma poesia que eu sempre leio, e que cada vez apreendo algo novo dela. Não é um livro, mas é o que eu mais leio e, ainda, minha poesia preferida. Se chama Soneto de Separação de Vinicius de Moraes.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria e por quê?
Mudaria a vida de Bentinho, o Dom Casmurro. Na minha história, ele seria capaz de entender que é possível alguém o amar, apesar de todos os seus problemas e complicações, como todo ser humano. Viver desconfiado de tudo, como ele vive, não permite que ele acredite ser bom e capaz de fazer bem à alguém, especificamente à Capitu, que o amava, e que ele nunca pôde acreditar nisso.

Alguém a influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Sim, meus pais, que sempre amaram os livros, e sempre nos incentivaram a ler (eu e meus irmãos). Por isso tenho o costume de ler e ouvir histórias desde pequena. Dos livros científicos, especificamente, comecei a gostar quando meu orientador Jonas me indicou alguns livros para pesquisa, e descobri o quanto gostava de ler sobre assuntos que realmente despertam meu interesse.

Algum livro já a fez chorar?
Vários. Dois que me marcaram foram O Menino do pijama listrado, de John Boyne e Miguilim, do Guimarães Rosa.

Já teve uma decepção literária?
Sim. Anna Karenina, do Tolstói. Comecei a ler este livro muito empolgada, porque gosto do autor, e o começo foi realmente muito bom. Mas da metade para a frente não aguentava mais, ele ficou realmente chato, e eu não conseguia terminar. Quando consegui chegar no final, ele me surpreendeu e terminou muito bom, tanto quanto começou. Mas foi uma tortura para ler.

Aqui no blog, você sempre encontra um leitor do câmpus respondendo a perguntas relacionadas às suas preferências de leitura. Se você gostaria de ser o próximo leitor do mês, ou gostaria de sugerir alguém para estar aqui, mande um e-mail para camila@bauru.unesp.br

Entrevista do mês – Carmen Adsuara

Carmen Adsuara, 21, está no quinto ano do curso de psicologia e frequenta a Biblioteca de uma maneira particular, ela faz parte da Comissão de Biblioteca e é uma das alunas que organiza o Sarau Chapéu de Palha. Quando entrou na Unesp, sua primeira impressão da biblioteca foi ótima. “Lembro que o que mais chamou minha atenção foi o tabuleiro de xadrez e a mesa com quebra-cabeça.” Comenta. Antes, já frequentava a biblioteca da escola para ler livros de literatura, estudar para provas e fazer trabalhos.

Carmem, 21, está no quinto ano de psicologia, integra a Comissão de Biblioteca e é uma das organizadoras do Sarau Chapéu de Palha.

Carmem, 21, está no quinto ano de psicologia, integra a Comissão de Biblioteca e é uma das organizadoras do Sarau Chapéu de Palha.

Camila: Quando começou a usar você sentiu que ela estava atendendo suas necessidades, ou sentiu falta de algo?
Carmen: Logo que passei a frequentar a Biblioteca percebi que havia diversos problemas, como por exemplo, no verão, o calor mal deixava que eu me concentrasse nas leituras. Muitas vezes não havia espaço suficiente e eu tinha que utilizar as salas de aula (que na época ainda não possuíam travas e cartões) para estudar e fazer trabalhos. Algumas vezes os professores solicitavam livros que não pertenciam ao acervo da nossa Biblioteca ou eu queria estudar determinado assunto por conta própria e o acervo não contemplava essa vontade.

C: Mudou algo nas sua impressão de quando você entrou para agora, mais para o fim do curso?
C: Conforme meu uso do espaço e conversas entre amigos fui percebendo diversos problemas, como já mencionei, mas não sabia a origem da precariedade da Biblioteca. Também não fazia sentido haver problemas tão elementares em uma biblioteca de universidade pública. Então entrei na Comissão da Biblioteca e conheci problemas mais elementares ainda, como a qualidade das prateleiras que guardam os livros e as diversas goteiras espalhadas pelo ambiente. Também descobri que os funcionários da Biblioteca sofrem com tais dificuldades e senti que estavam de mãos atadas. Quer dizer, minha impressão foi cada vez tornando-se menos impressão e mais razão.
Por outro lado, foi por meio da Comissão da Biblioteca que tive conhecimento da abertura que os funcionários têm para com os alunos e, assim, passei a integrar o grupo de organização do Sarau Chapéu de Palha. Eu não sabia que era possível criar e organizar atividades por meio da Biblioteca na condição de aluna.  Por essa perspectiva, a impressão foi tornando-se cada vez melhor.

C: Como é sua utilização dos serviços da Biblioteca?
C: Costumo ter contato com os livros de literatura no contexto do Sarau Chapéu de Palha, durante a organização e durante o evento em si. Realizo empréstimos para estudos obrigatórios e autônomos. Adoro ler os jornais sentada no sofá, ao lado do gato que frequenta a Biblioteca. E a base de dados é um ótimo meio de encontrar materiais de pesquisa, principalmente quando eles não estão presentes no acervo de livros. Outras possibilidades de uso da Biblioteca, da qual poucos alunos têm conhecimento, é a ajuda da Fátima com dúvidas sobre normas ABNT e a ajuda do Breno com questões sobre o padrão de tabelas do IBGE, entre outras. Eu já precisei desses amparos, e sempre fui muito bem acolhida e contemplada.

C: Há algo aqui na Biblioteca que você observa de diferente, que acha positivo para o ambiente?
C: O que mais observo de diferente e positivo para o ambiente da nossa Biblioteca é a atmosfera de cooperação e coleguismo entre os funcionários da Biblioteca e o nítido prazer que eles têm em fazer o seu trabalho. A mesa de xadrez, o quebra-cabeça e o sarau são exemplos disso. Outro modelo é o funcionário Ricardo, ele faz toda a diferença na Biblioteca: trocar uma ideia com ele sobre literatura muda a sua vida!

C: Os empréstimos que mais faz são os livros recomendados pelos professores, ou também acaba emprestando aqueles relacionados aos projetos que participa e à literatura em geral?
C: Eu realizo empréstimo de livros por diversas razões: leituras obrigatórias, prazer, intuição, apoio a projetos extras, concursos públicos, etc.

C: A Biblioteca do nosso câmpus é a única da rede que atende todas as faculdades. Isso gera um debate em que alguns defendem que o ideal para Bauru seria mais de uma biblioteca e outros defendem a variedade no acervo e nos perfis de usuário. Como você observa isso?
C: Esse é um assunto bem comentado pelo câmpus, mesmo, mas na minha opinião se a Biblioteca abarcasse a demanda local (em espaço, quantidades e qualidades) não necessitaria haver várias. Além disso, a Biblioteca é um dos poucos espaços de convivência do câmpus de Bauru e penso que esse é um aspecto positivo da forma como ela está atualmente estruturada, nesse contexto universitário. Concomitantemente, penso que a possibilidade de empréstimo de outros campi é uma forma de nos formarmos de modo transdisciplinar e, independente de como fosse estruturada a nossa Biblioteca, essa possibilidade deveria ser sempre mantida: tanto internamente (na universidade), como externamente (entre os campi).

C: E as redes socias da Biblioteca, você conhece?
C: Eu conheço as redes sociais da Biblioteca, mas não costumo utilizá-las por razões pessoais. De vez em quando eu leio o blog, especialmente para ver as fotos do Sarau.

C: O que você acha de bibliotecas em geral e a nossa especificamente estarem envolvidas nas redes sociais como Facebook e Twitter?
C: Penso ser importante a Biblioteca estar envolvida nas redes sociais para acompanhar as transformações de público. Contudo, não sei como é a adesão das pessoas a esses espaços e, nesse sentido, pensar em diferentes formas de divulgar o espaço, suas atividades e novidades, para além do mundo virtual também se torna necessário. Ao mesmo tempo, o acesso a pessoas com deficiência visual a esses meios de comunicação também devem ser pensados e concretizados. Nesse sentido, penso que a audiodescrição do blog é um meio dessa inclusão ser efetivada.

C: Alguma sugestão de assuntos interessantes para serem divulgados nessas redes?
C: Talvez, divulgar as críticas e sugestões dos usuários da Biblioteca e o que está sendo feito para sanar os problemas identificados nessas críticas e sugestões seja algo importante para, de alguma forma, desvelar as aparências e suas raízes.

C: Comentários, críticas, sugestões…
C: Uma sugestão para a Comissão da Biblioteca pensar (e mesmo toda a equipe que atua no espaço) é a elaboração de um jornal ou boletim da Biblioteca, que pudesse ser distribuído gratuitamente. Não sei se há dinheiro disponível para tal ação, provavelmente não há. Mas sinto falta de um jornal comunitário na UNESP de Bauru e acho que a Biblioteca poderia ser um meio para que ele fosse feito. Ademais, deixo registrado que gostei muito de expor o que penso e sinto com relação à Biblioteca e seria muito válido conhecer o que os outros alunos pensam e sentem com relação a ela, também.

Agora você pode aproveitar e atender à curiosidade da Carmen nos comentários.

Camila Oliveira

Confira sempre no blog uma entrevista com um usuário da Biblioteca, aluno, professor, funcionário, aposentado. A intenção é conhecer melhor a visão daqueles que usam regularmente a Biblioteca sobre nossa estrutura, serviços e objetivos. Se você gostaria de ser entrevistado, ou gostaria de sugerir alguém para ser entrevistado, mande um e-mail para camila@bauru.unesp.br.

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