Leitora do Mês – Patrícia Lima

Patrícia

Foto: Arquivo Pessoal

Patrícia Souza de Lima

26 anos

Bióloga, Escritora, Servidora do Recursos Humanos da FAAC

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
Estou lendo Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e estou gostando bastante.

Gênero literário preferido?
Prefiro os enredos dramáticos, que envolvem reflexões filosóficas; mas não me importo em ler coisas mais leves. Também gosto muito de poesia (principalmente brasileira), e biografias.

Na sua estante não pode faltar…
Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Pablo Neruda, Lygia Fagundes Telles.

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da Clarice Lispector. Este livro tem um quê de liberdade, algo de encontrar-se consigo mesmo através da descoberta do amor… É algo realmente tocante.

Se fosse que indicar um livro, qual seria e por quê?
A trégua, de Mário Benedetti. Li há pouco tempo e praticamente o engoli. Acho que, apesar de escrito há algumas décadas, traz a tona relações totalmente condizentes com os tempos atuais. E é interessante que dentro de um contexto nada romântico, onde o protagonista é um funcionário público, tradicional, cuja vida nunca foi de mudanças bruscas ou experimentações; as personagens envolvidas desvendam muitas coisas sobre a vida. É um livro sobre felicidade, que não soa clichê exatamente por ser muito real.

Um personagem marcante…
Quincas Borba, personagem que aparece em Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, ambos de Machado de Assis.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
Sim, costumo dizer que Memórias Póstumas de Brás Cubas me iniciou à literatura de fato, porque a partir do choque causado por ele, me tornei uma pessoa bem mais crítica e interessada pelas pessoas, relações, sociedade.

Há algum livro que você já tenha relido algumas vezes e cada vez percebe uma coisa nova?
Sim, o próprio Memórias Póstumas…, e também um livro do Mário de Andrade chamado Contos Novos, de que gosto muito.

Com que personagem fictício você se identifica?
Com muitos, mas o primeiro que me veio à cabeça é o personagem principal de Uma questão de Moral, da Patricia Highsmith. Não me lembro do nome dele agora, mas trata-se de um jovem cheio de vigor e ideais, ingressante na carreira científica, que possui uma relação contrastante com seu pai religioso; e em muitos trechos eu enxergava minha relação com meu próprio pai.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria e por quê?
Mudaria a vida de Avellaneda, de A Trégua.

Alguém a influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Meus pais são pessoas simples e dentro de casa nunca houve muito incentivo, fui influenciada na escola mesmo.

Algum livro já a fez chorar?
Sim, muitos me emocionam. Há pouco tempo chorei como uma criança ao ler o primeiro conto do livro Réveillon e outros dias do jovem escritor Rafael Gallo; também dei uma boa lacrimejada no final do Albatroz Azul, de João Ubaldo Ribeiro.

Já teve uma decepção literária?
Já tive, mas não me lembro de qual agora. Os últimos livros lidos me agradaram bastante.

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Leitor do Mês – Tainá Goulart

Tainá Goulart

Tainá Goulart / Foto: Fernanda Luz

Tainá Goulart

22 anos

4° ano de Jornalismo

O que você está lendo atualmente? Está gostando? 
Estou lendo A Era dos Extremos, do Eric Hobsbawm. Depois que ele faleceu, resolvi pegar pra ler.. e estou gostando muito. Ele ensina história de um jeito fantástico, com detalhes que poucas vezes saberíamos pelos nossos professores. E sou professora de História no Ferradura, cursinho da FC, o que me ajuda ainda mais.

Gênero literário preferido?
Gosto de romances, aventuras e baseados em fatos verídicos. Sou jornalista e o gênero Jornalismo literário é meu preferido.

Na sua estante não pode faltar…
Nelson Rodrigues, qualquer obra

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
Alice no País das Maravilhas

Se tivesse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Nada de Novo no Front, que fala sobre a primeira guerra mundial. Ele é inovador pois traz relatos que, na época, não existiam. E foi um choque para a sociedade. Dizem que Hitler, quando entrou no poder, mandou queimar este e outros livros, por não querer que a população soubesse dos horrores da guerra.

Personagens mais marcantes…
Capitu.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
A vida como ela é, de Nelson Rodrigues, me fez ver como o ser humano realmente é. E precisei me acostumar ao fato de que sempre há algum podre em cada um. Só precisamos saber lidar.

Com que personagem fictício você se identifica?
Capitu

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria e por quê?
Sirius Black, padrinho do Harry Potter. Ele não precisava morrer. A história seria muito melhor com ele vivo!

Alguém a influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Comecei a ler sozinha, pois gostava de imaginar como os personagens eram.

Algum livro já a fez chorar?
A Ordem da fênix, da série Harry Potter, quando o Sirius Black morre. Chorei um dia inteiro…

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Leitor do Mês – Wesley Santos

Wesley Santos

21 anos

3° ano de Biologia

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
Bom, infelizmente eu esqueci o livro em Bauru e não o trouxe para minha cidade. Pretendo ler “A Origem das Espécies” de Charles Darwin. Tanto que pretendo ir à biblioteca da minha cidade para reservá-lo. Espero gostar muito já que é um livro um tanto “básico” na área de Biologia.

Gênero literário preferido?
Gosto de ficção científica, divulgação científica. Mas quando o livro é bom, com uma narrativa interessante, o gênero não importa muito.

Na sua estante não pode faltar…
Livros do Khaled Hosseini. A narrativa dos locais e dos personagens são muito bons! Tanto eu como a minha namorada tem seus livros. Com certeza se ele lançar outro eu pretendo comprar.

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
Acho os locais que Dan Brown cita em seus livros (principalmente “Anjos e Demônios”), como a passagem ao CERN (laboratório europeu), as viagens rápidas para a Roma e no Vaticano. Ou também passear na Ilha Perdida de Maria José Dupré. São tantos lugares ainda para serem visitados, não é?

Se tivesse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Um indico o livro “O Físico”, do Noah Gordon. Considero como um dos melhores livros que li. Conta a história de um pobre garoto na Inglaterra do século XI que deseja aprender a ser médico. O livro fica em torno do personagem e narra toda a sua aventura em busca desse sonho. Antigamente não era tão “fácil como passar em um vestibular” e o livro conta um pouquinho dos costumes e ideias que o típico cidadão da Idade Média tinha.

Personagens mais marcantes…
Um dos personagens mais marcantes é, com certeza, Rob J. (de “O Físico”). As aventuras pelas quais ele passou, cruzando toda a Inglaterra medieval. Muito bom mesmo. O controlador do tempo, Andrew Harlan, em “O Fim da Eternidade”, de Isaac Asimov é muito bom. Mostra o conflito entre o pensamento racional (e de cumprir sua função) com alguns questionamentos éticos. Além de ser um cara super inteligente. Também me marcou muito as personagens de Khaled Hosseini em “A Cidade do Sol”: Mariam e Laila. Em uma sociedade extremamente machista e teológica, o simples fato de uma mulher conseguir sobreviver nesse lugar denota que tem muita fibra. As personagens mostram ser bastante corajosas para enfrentar as situações encontradas durante a vida.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
Acho que o livro de Carl Sagan, “O Mundo Assombrado pelos Demônios” mudou bem meu modo de ver as coisas. Eu já, antes de ler o livro, era um pouco cético em relação as coisas do mundo. O livro permitiu exercitar mais meu ceticismo e ver, de fato, que a Ciência pode ser vista como uma vela no escuro do misticismo.

Com que personagem fictício você se identifica?
Acho que me identifico um pouco com o Hugo Cabret, do livro “A Invenção de Hugo Cabret”. O fato de ele ser curioso e tentar montar aquilo que ele deseja montar de qualquer jeito me faz parecer um pouco com ele, mas, infelizmente, não são tão aventureiro como ele.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria?
Bom, naturalmente nos livros as coisas vão se encaixando para que tudo de certo no final. Mas um personagem que gostaria de ajudar seria o Robert, de “Xamã”. A história se passa em meados de 1800, durante a Guerra da Sucessão nos EUA. Ele é surdo e nem com melhores tratamento de saúde da época poderiam fazer ele ouvir melhor. Se eu pudesse mudar a vida de algum personagem seria a dele. Principalmente no começo, quando a descoberta de estar surdo o abala profundamente.

Alguém te influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Bom, em casa sempre tive vários livros à disposição, não foi nada forçado. Na minha escola não tínhamos uma obrigação tão grande para ler livros para fins de trabalhos ou provas. Acho que foi sendo uma coisa mais natural, fui vendo que os livros abriam conhecimentos e viagens para lugares incríveis. É natural sempre queremos viajarmos mais nesse mar de palavras.

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Leitor do Mês – Ana Luiza Catalano

Ana Luiza Catalano

21 anos

4° ano de Biologia

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
“Centauro no Jardim”, de Moacyr Scliar, comecei agora mas estou gostando até então.

Gênero literário preferido?
Depende do momento. Mas procuro intercalar um livro mais pesado com um mais leve de romance ou mistério que são mais fáceis de ler.

Na sua estante não pode faltar…
Moacryr Scliar, Agatha Christie, Guimarães Rosa e J.K. Rowling.

Se tivesse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Muitos, mas diria “A Mulher que Escreveu a Bíblia”

Personagens mais marcantes…
“A feia”, de Moacyr Scliar, e gosto muito de Hercule Poirot, detetive presente na maioria dos livros de Agatha Christie.

Algum livro já te fez chorar?
Muitos!

Com que personagem fictício você se identifica?
Rachel, do livro “Férias”, de Marian Keyes.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria?
Mudaria o destino de Sirius Black, personagem de “Harry Potter”.

Pensando nos romances, tem um casal favorito?
Sim, Anna e Aidan, de “Tem Alguém Aí?” da Marian Keyes.

Alguém te influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Sim, minha mãe sempre me influenciou muito a ler. Quando era mais nova ela só permitia eletrônicos após leitura diária.

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Leitor do Mês – Camila Franzoni

Foto: Arquivo Pessoal

Camila Franzoni

21 anos

4° ano de Jornalismo

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
Atualmente estou lendo livros específicos para o meu TCC, que são bem interessantes sim. De literatura, o último que li foi a trilogia “Jogos Vorazes”, que adorei.
Gênero literário preferido? (romance, drama, terror…)
Na verdade, eu prefiro livros-reportagem ou livros de história mesmo, como “1808”, do Laurentino Gomes. Mas também gosto de drama e romance, mas de um modo divertido, como a Elizabeth Gilbert, que escreveu “Comer, Rezar, Amar.”

Na sua estante não pode faltar…
Eu sou da geração Harry Potter, então com certeza a série não pode faltar! Mas também amo Jane Austen, Kafka e Machado de Assis!

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
Definitivamente eu iria viver no mundo mágico do Harry Potter!
Se tivesse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Indicaria “A Metamorfose”, de Franz Kafka. É um livro bem pequeno, mas que mexeu muito comigo. “A metamorfose” fala de um homem que da noite pro dia se transformou em uma barata, mas o mais bizarro é a maneira como a família dele lida com isso. Faz a gente pensar sobre como nós podemos nos esquecer de quem amamos quando essa pessoa deixa de ser útil, por assim dizer.

Personagens mais marcantes…
Minha preferida é a Elizabeth Bennet, de “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen. É incrível como mesmo no século XVIII ela consegue lidar de um modo tão realista com o amor, acho bem interessante. No cinema, Liz Bennet foi interpretada pela Keira Knightley em 2005.

Algum livro já te fez chorar?
O único que me fez chorar mesmo foi “Homens e Algas”, de Othon d’Eça, que fez um relato bem real da vida de pescadores no litoral de Santa Catarina. É um livro bem comovente.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
Sim, “Homens e Algas” me fez refletir a respeito da vida, a valorizar o que tenho enquanto tem tanta gente passando por situações difíceis por aí. “A Metamorfose” me ensinou a valorizar minha família, principalmente minhas avós e meus pais.

Com que personagem fictício você se identifica?
Com a Elizabeth Bennet, e com as protagonistas da Jane Austen no geral. Elas são mulheres que lutam pelo que querem, mas que ao mesmo tempo sabem manter o pé no chão.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria e por quê?
Acho que iria mudar a vida da Katniss de “Jogos Vorazes”. Ela sofre muito no livro, coitada!

Pensando nos romances, tem um casal favorito?
Definitivamente a Liz Bennet e o Mr. Darcy, adoro eles! Mas também gostei muito da Katniss e do Peeta em “Jogos Vorazes”.

Já teve uma decepção literária?
Já, com o “Harry e seus Fãs”, da Melissa Anneli. Como fã, achei que iria me interessar, mas desisti antes da metade. Em compensação, um livro que achei que seria chato e simplesmente adorei foi “Fama e Anonimato”, do Gay Talese. A maneira como ele descreve Nova York através da vida de seus habitantes é incrível!

Alguém te influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Sim, meu pai sempre adorou ler e eu puxei isso dele. Com três anos, já lia o gibizinho da “Turma da Mônica”. Em casa sempre compramos muitos livros, o que me ajudou a desenvolver meu interesse.

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Leitor do Mês – Mariana Almeida

Foto: Arquivo Pessoal

Mariana Almeida

29 anos

Mestranda em Design

O que você está lendo atualmente? Está gostando?
No momento não tenho feito leitura por lazer, pois tenho lido muito livros científicos, mas o último livro que li foi “O príncipe” de Maquiavel, sempre gostei de ler livros que envolvessem aspectos históricos.

Gênero literário preferido?
Aventura, suspense e romance.

Na sua estante não pode faltar… 
Agatha Christie e Feliz Ano Velho

Se pudesse viver dentro de um livro, qual seria?
A cabana

Se tivesse que indicar um livro, qual seria e por quê?
Indicaria um livro que tem conexão com a área que eu atuo e estudo, que é moda, o livro é o Império do Efêmero, que traz um parâmetro sobre a moda no século XX, sob o ponto de vista do filósofo francês Gilles Lipovetsky.
Indico também, a Trilogia das barcas, de Gil Vicente, que, na verdade, não é bem um livro, mas atos de dramaturgia, que de uma forma cômica e alegórica traz como é a moral e alguns comportamentos ainda muito atuais, apesar de ser datado em 1517.

Personagens mais marcantes…
Todos de Shakespeare, mas principalmente Hamlet.

Dizem que os livros mudam as pessoas, algum livro mudou o seu ponto de vista?
O livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, Depois daquela viagem, da Valéria Polizzi, e Papai, meu amigo, de Leonardo Buscaglia.

Com que personagem fictício você se identifica?
Não consigo ao certo definir um personagem, mas me sinto próxima de Nannete A. Samuelson e Mackenzie Allen Phillips, de A cabana.

Se tivesse o poder de mudar a vida de algum personagem qual seria e por quê?
Bentinho de Dom Casmurro, para ser menos influenciável.

Alguém te influenciou a ler? Como começou a gostar de ler?
Meus pais e minha professora de literatura do terceiro colegial. Comecei a gostar de ler ainda criança com os livros de história, tanto de contos infantis, quanto os livros que representavam períodos históricos; com o ingresso no colegial, atentei-me aos livros de literatura.

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