Sabia que também é possível fazer citação de e-mail ou palestra?

A normalização de trabalhos acadêmicos sempre gera muitas dúvidas entre os acadêmicos. Será que é possível citar as informações contidas em qualquer meio? E se possível, de que forma fazê-lo?  A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é o órgão responsável pela normalização técnica do país e por meio dos Comitês Técnicos estabelece diretrizes que norteiam o desenvolvimento de produtos, inclusive os bibliográficos, como os Trabalhos Acadêmicos (Teses, Dissertações, Trabalhos de Conclusão de Curso, Artigos, etc).

Normalmente a citação das informações contidas em produções textuais significativas como os livros, os artigos e os relatórios técnicos não despertam muitas dúvidas, já que são os materiais mais comuns no desenvolvimento de trabalhos acadêmicos. Entretanto, é possível também citar as informações obtidas por meio de uma palestra ou um e-mail. Genial, já que a academia é um espaço de amplas reflexões que muitas vezes por falta de publicação circulam de forma restrita entre pequenos grupos.

Como citar a informação proferida em uma palestra?

Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc), indicar entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

Exemplo:

No texto:

O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação verbal)¹

No rodapé da página:


1 Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em Londres, em outubro de 2001.

Observe que nesse caso não é preciso indicar os dados da informação em referências, apenas em notas.

Como referenciar informações contidas em um e-mail?

No texto:

O relatório indica um crescimento significativo no número de doadores sangüíneos. (Souza, 2002)

Nas referências:

SOUZA, P. M. Relatório mensal [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <klucas@yahoo.com.br> em 15 mar. 2012

Lembre-se: As mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens trocadas por e-mail têm caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.

 

Fontes:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação

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Como montar sua biblioteca pessoal – parte 3

Em junho, nós começamos a montar nossa biblioteca pessoal fazendo uma seleção de materiais, mês passado falamos sobre maneiras de organizar os livros virtualmente, agora como preparar os livros para acomodá-los na estante? Essa preparação tem dois objetivos principais: identificá-los como seus e etiquetá-los para encontrar melhor.

Como identificá-los?

Marcando nome, data e procedência

A maneira mais simples de marcar o livro como seu é escrever seu nome. Pode também escrever quem lhe deu de presente, se for o caso, e a data. Você pode tornar essa inscrição mais sofisticada fazendo um carimbo com seu nome ou imprimindo etiquetas com essas informações.

Ex-libris
Como mostramos nesse post, ex-libris é um desenho, uma estampa, aplicada aos livros por meio de carimbo ou etiqueta. O ex-libris serve para identificar o livro como seu de um jeito mais artístico. Você pode criar ou pedir para aquele seu amigo que saiba desenhar um desenho que represente você de alguma maneira, e acrescentar seu nome ou suas iniciais. Os ex-libris tradicionais apresentavam também o termo “ex-libris”, que em latim significa “dos livros de”, então a estampa significava que aquele livro vinha da biblioteca de alguém especificado com o nome inscrito na imagem ou simplesmente pelo referência que a imagem faz ao dono.

Como marcar a localização?

Fora do livro

Para facilitar a reposição e a procura de um livro na sua estante, é preciso colar uma etiqueta na lombada marcando sua localização.

Dentro do livro

Para deixar registrado de uma maneira menos suscetível a danos causados pelo tempo e pelo manuseio, registre o código de localização no interior do livro a lápis, a caneta ou com uma etiqueta.

A minha biblioteca pessoal

Exemplo de indicação de localização e identificação

Exemplo de indicação de localização e identificação

Para os meus livros, eu decidi em um primeiro momento, identificá-los escrevendo meu nome, a data que comprei o livro, ou ganhei, e nesse último caso de quem ganhei entre parênteses. Essa opção foi escolhida por ser a maneira que identifico os meus livros há mais de dez anos, tem funcionado, e já marca praticamente todos os livros que possuo. Num segundo momento, desejo ter meu ex-libris também, já estou pensando em um desenho, e vou buscar um desenhista para viabilizar a ideia. Se a arte for simples e minimalista, faço um carimbo, se for mais complexa, mandarei imprimir etiquetas em uma gráfica.

Como você pode ver na foto, também marquei no interior do livro a localização. Fiz a lápis, para o caso de alterar algo daqui um tempo. Houve uma pequena mudança entre a maneira que tinha decidido marcar o título do livro na localização no último post e a maneira que fiz agora. Para melhorar a diferenciação entre o autor e o título, decidi manter as três primeiras letras do autor em letras maiúsculas e apenas a inicial maiúscula no nome do livro.

Catalogar? O que é isso?

Para que localizemos os livros, periódicos e outros materiais nos catálogos das Bibliotecas, é necessários que os mesmos estejam inseridos no sistema eletrônico ou manual. O catálogo da Rede de Bibliotecas da Unesp é única, ou seja, todas as bibliotecas inserem os registros na Base Athena, utilizando o software Aleph, os registros são recuperados tanto na Base Athena, como pelo Parthenon.

A Biblioteconomia chama esse procedimento de Catalogação, que é a descrição das informações do livro no sistema, permitindo que ele seja localizado pelo usuário.  Entre as principais informações retiradas do livro estão: Autor/Organizador, título, editora, local e data de publicação, número de páginas, assunto, etc.

Na Unesp, utiliza-se o código AACR2 para catalogar, que determina o padrão para inserção dos registros para que eles sejam recuperados quando o usuário procurar tanto por autor e título como por assunto.

É possível montar um catálogo sem utilizar o código?

Sim, para acervos pessoais, pode-se inserir apenas dados básicos do livro, entretanto, para um sistema de bibliotecas, o código facilita a organização de materiais e sua recuperação, já que a quantidade de material disponível é grande.

A maioria dos livros publicados recentemente possui a ficha catalográfica , que pode ser o norteador dos elementos essenciais a serem inseridos no catálogo.

Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação

Como montar sua biblioteca pessoal – parte 2

No mês passado, nós falamos sobre a seleção de materiais para compor a nossa biblioteca pessoal. Hoje vamos falar de maneiras de organizá-los virtualmente. O post foi dividido em quatro níveis, assim, você pode escolher a alternativa mais adequada a você. A ideia de fazer um registro de seus livros no seu computador é poder buscar com facilidade os títulos que você tem.

Nível Fácil

Planilha
A maneira mais simples de listar seus livros é em uma planilha, utilizando por exemplo o Excel, Calc ou Google Docs. Você pode fazer o download de um modelo aqui. As informações básicas dessa tabela são: Título, Autor e Localização do livro. Você dedica cada linha a um exemplar e as colunas podem variar de acordo com o propósito da sua tabela. O modelo disponibilizado acima inclui as informações básicas para realizar a referência bibliográfica de um livro, para você localizá-lo na estante e para saber se está disponível ou emprestado a alguém. Você pode retirar ou incluir colunas conforme seu propósito. A inclusão de  muitas colunas pode tornar a tabela tão complexa que seria mais adequado utilizar outras ferramentas apresentadas nos níveis seguintes.

Exemplo de registro de livros em tabela

Exemplo de registro de livros em tabela

Prós
Fácil de usar
Não precisa de instalação
Pode ser compartilhada com outras pessoas facilmente, utilizando uma ferramenta como o Google Drive

Contras
Recursos limitados
Não permite busca por palavras-chaves

Skoob
O Skoob é uma rede social para você compartilhar suas leituras, basta procurar um livro e marcar uma das opções sobre leitura – Lido, Lendo, Vou ler, Abandonei. Além disso, possibilita atribuir estrelas, marcar como favorito, desejado, emprestado, disponível para troca, se já possui ou se está incluído em sua meta de leitura.
Você pode marcar detalhes da sua cópia incluindo tags para categorizar o título, fazer resenhas, fazer comentários em seu histórico de leitura a medida que lê,  marcar se a edição que você leu tem uma editora, número de páginas ou capa diferentes da indicada. Ainda é possível separar revistas,  mangás/gibis e livros.

Prós
Não é preciso registrar as informações do livro
Seus amigos podem ver sua estante
É possível marcar livros emprestados
Você pode avaliar os livros atribuindo de 1 a 5 estrelas.

Contras
Não há um campo para a localização do livro
Não há um campo para indicar quem emprestou o livro

Nível Médio

Livrista
O site Livrista funciona como uma tabela mais “visual”. Assim como na tabela, você também precisará fornecer os dados sobre o livro, mas com a vantagem de incluir uma imagem da capa e de permitir compartilhar o link da sua biblioteca com amigos.

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Prós
Por ser online, você pode acessar e editar de qualquer computador ou dispositivo móvel
Inclusão de imagem da capa

Contras
Não há um campo para a localização do livro
Não há um campo para indicar quem emprestou o livro

Nível Difícil

Biblivre
O Biblivre é um software gratuito mais completo para gestão de bibliotecas. Você pode catalogar seus materiais no padrão Marc 21, usado nas bibliotecas da Unesp. Sua grande oferta de recursos é ao mesmo tempo um facilitador e um dificultador. Se sua intenção é fazer o registro mais simples possível da maneira mais prática, você não vai considerar o Biblivre simples. Porém, se sua ideia é manter um cadastro completo do livro, ou até mesmo um cadastro simples em um primeiro momento que possa ser complementado depois, o Biblivre é uma boa alternativa sendo a melhor para controle de empréstimos. Como o software é utilizado em algumas bibliotecas do país, ele oferece opções de catalogação e circulação (empréstimo e devolução), você pode cadastrar pessoas que podem emprestar os livros, além de fazer buscas mais completas que recuperam informações incluídas não só nos campos “Autor” e “Título”, como também em assunto, editora, resumo, etc. Se você tiver uma biblioteca realmente grande e costuma emprestar seus livros a muitas pessoas, você pode até considerar a possibilidade de hospedar seu banco de dados em um servidor, assim, as pessoas que você cadastrar podem pesquisar os livros que você tem. Como o software é livre e usado em todo país, há um fórum oficial  no qual os usuários e os desenvolvedores compartilham experiências e tiram dúvidas. Lá você consegue saber passo-a-passo da maioria das funções disponíveis,

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Prós
Possibilita inclusão no cadastro dos livros de informações que auxiliem na busca
Permite catalogar outras mídias além de livros, como revistas e DVDs
Permite importar cadastros de livros de outras bibliotecas

Contras
Por ser mais completo, é mais complexo
Não pode ser consultado online sem o pagamento de um provedor

Como indico a localização?

A indicação de localização de um livro serve para facilitar a sua procura na estante. Nas bibliotecas, é comum indicar na etiqueta de localização a classificação – que indica o assunto da obra –  atribuída utilizando CDD (Classificação Decimal de Dewey) ou a CDU (Classificação Decimal Universal), e a notação do autor atribuída pela tabela PHA ou Cutter, como explicamos nesse post. No entanto, cada um pode escolher como classificar e organizar os livros de sua biblioteca, de acordo com seu perfil. Você pode saber a classificação de um livro na ficha catalográfica dele, que fica atrás da folha de rosto, ou ao importar o registro de uma biblioteca, nesse caso, é importante manter um padrão nas importações, selecionando registros de principalmente uma biblioteca, ou correrá o caso de misturar livros classificados pela CDD com livros classificados pela CDU.

A minha biblioteca pessoal

Para a minha biblioteca eu decidi usar o Biblivre. Como a minha ideia é catalogar os meus livros e os dos meus pais, há um número grande de exemplares e uma grande variedade de assuntos. E caso a minha biblioteca cresça muito, daqui alguns anos eu posso contratar um servidor para hospedá-la permitindo acessá-la pela internet.
Para catalogar os meus livros, estou começando por aqueles que estão em Bauru. Copio os registros encontrados na base Athena, corrigindo as informações que são diferentes daquelas presentes no meu exemplar. Quanto aos livros em inglês que não encontro no banco de dados da Unesp, eu procuro no site da British Library ou na Library of Congress, e se não encontrar em nenhum deles, eu mesma faço o cadastro com as informações da página de rosto e da ficha catalográfica (que fica atrás da folha de rosto).
Paralelamente, vou melhorar o perfil que já possuo no Skoob utilizando recursos que descobri ao realizar a pesquisa para o blog, como colocação de Tag para as estantes.
Quanto a localização, escolhi utilizar a classificação adotada nas bibliotecas da Unesp, preferencialmente a de Bauru, que eu encontro no registro do livro na base de dados Athena. Quanto a identificação do autor, optei por indicar as três primeiras letras de seu sobrenome, e abaixo delas as três primeiras letras do título, excluindo o artigo ou preposição quando houver. Por exemplo, o livro A arte de editar revistas da Fátima Ali, recebe classificação 070.572. A sua localização ficará 070.572 ALI ART e a etiqueta ficará como na imagem abaixo.

bitmap

Como montar sua biblioteca pessoal – parte 1

Se você é fã de livros, não importa o tipo, e, além de recorrer à Biblioteca, você também gosta de comprá-los, já deve ter uma coleção deles. Quem tem uma quantidade razoável de livros costuma enfrentar principalmente dois problemas: como organizá-los fisicamente, e como saber quais possui quando alguém pedir emprestado. Eu, particularmente, enfrento mais um: que livros estão na minha casa e quais estão na casa dos meus pais? Acredito que essa terceira dúvida não é só minha. Assim, vamos descobrir juntos como organizar uma biblioteca pessoal da maneira mais adequada a cada caso.

O primeiro passo é a seleção. Você precisa saber o que deseja manter e o que precisa ser jogado fora. O grau de dificuldade dessa etapa dependerá do quanto você for apegado às suas coisas e o quanto de livros você tem. O que deve ser considerado para decidir o que vai e o que fica:

Quanto espaço eu tenho para organizar meus livros?

Como espaço não deve ser considerado o maleiro, ou uma caixa que cabe num cantinho da garagem. A ideia é que seus livros fiquem organizados e de fácil acesso para você utilizá-los ou para poder emprestá-los.

Qual é o estado de conservação desse material?

Um livro danificado por fungos pode contaminar outros livros “saudáveis” e em vez de ter uma coleção maior, você terá uma coleção pior.

Esse material ainda tem utilidade?

Se você já saiu da escola, as apostilas não servem mais. Até mesmo livros do ensino médio não tem muita utilidade, a menos que seja professor, ou estude licenciatura. Se você está pensando neles como fonte de consulta para quando surgirem dúvidas, uma boa pergunta para se fazer é: Quando foi a última vez que consultei um desse livros de história quando quis lembrar o nome dos revolucionários franceses que mandaram Luis XVI para a guilhotina? Você não precisa separar todos os livros que usou no colégio, mas é importante priorizar de acordo com o espaço e a utilidade deles. Se você também guarda cadernos e folhas de fichários pense quantas vezes os consultas. “Raramente ou nunca” é um bom sinal para mandá-los a reciclagem. Se alguns livros são pouco consultados mesmo tendo índice, a chance de procurar (e encontrar) algo que queira lembrar na sua coleção de cadernos é minúscula.

Isso teria uma utilidade maior a mais alguém?

Por exemplo, se você tiver uma coleção de livros infantis que não lê nem empresta mais e conhece uma criança, escola ou biblioteca pública infantil que aproveitaria muito mais esse tipo de livro, talvez seja o momento de passar para frente. O mesmo vale para aqueles livros que leu, não gostou e não pensa em reler e nem recomendaria a alguém. Talvez, uma biblioteca pública ou um sebo aceite a doação. (Lembre-se de consultar por telefone antes, para não perder a viagem.)

Caso o seu espaço para os livros seja restrito, você certamente fará mais de uma triagem, tirando, num primeiro momento, o que já pensava em descartar, e em seguida, refazendo a seleção para adequar a quantidade ao espaço. Talvez até mesmo encontre livros duplicados (um que comprou e outro que ganhou de presente), e terá que decidir que exemplar merece ficar. Nesse processo, é legal lembrar que os livros só merecem ficar escondidos em caixas em dias de mudança.

Devo jogar todo material que não quero fora? Não! Cadernos, papéis, e livros rasgados devem ir para a reciclagem. Livros em bom estado podem ser doados a bibliotecas e vendidos ou doados a sebos. Caso conheça alguém que goste de livros e que se interessaria por aqueles que quer passar adiante, também está valendo. O importante é que aqueles que estiverem bom sejam úteis a alguém.

 A minha biblioteca pessoal

Parte da pequena coleção apertada numa mesa de computador.

Parte da pequena coleção apertada numa mesa de computador.

Como moro em Bauru há mais de quatro anos, meus livros estão divididos entre a minha casa e a dos meus pais. Aqui, eu tenho pouquíssimo espaço para eles, apenas uma mesa de computador que serve de pequena estante, onde ficam cerca de 50 livros. E para eles caberem em tão pouco espaço, significa que alguns deles ficam escondidos, ou apertados, o que não é nada bom. Na casa dos meus pais, o problema é outro, há um espaço dedicado aos livros, mas há livros DEMAIS, já que lá ficam o restante dos meus livros, parte dos livros do meu pai, além de suas revistas e materiais diversos em caixa e desorganizados. Enquanto eu postar aqui como montar sua própria biblioteca, estarei tentando organizar a minha.

Um caso real - A biblioteca pessoal compartilhada com meus pais.

Um caso real – A biblioteca pessoal compartilhada com meus pais.

Hoje eu falei sobre a seleção de materiais, no restante dessa série de posts, você irá descobrir como organizar fisicamente, como identificar fisicamente, como organizar as informações sobre seu livro no computador, facilitando até mesmo o empréstimo entre amigos.

Se você já possui uma biblioteca pessoal organizada ou tem sugestões para esse ou para os próximos posts, deixe um comentário.

Camila Oliveira

O que é esse código colado nos livros?

É difícil pensar no trabalho que há por trás quando entramos no acervo de uma biblioteca e encontramos os livros organizados nas estantes,  ou quando acessamos o catálogo das bibliotecas e conseguimos recuperar informações a respeito do livro que precisamos.

Para que os livros estejam organizados e as informações disponíveis no sistema, com acesso inclusive pela internet, é necessário um trabalho por bibliotecários e assistentes, que na biblioteca nominamos como o pessoal do processamento técnico, que são aqueles que trabalham nos serviços internos, que incluem a classificação que os livros recebem para serem organizados na estante.

O que é classificação?

É a reunião de materiais por assunto, tem por finalidade agrupá-los e arrumá-los para uso. Na biblioteconomia, ao longo da história, surgiram vários modelos de classificação. A biblioteca da Unesp de Bauru utiliza o código internacional de Classificação Decimal de Dewey (CDD) para classificar os livros.

A CDD organiza todo o conhecimento em dez classes principais, excluindo o (000), em um sistema numérico e hierárquico, sendo as divisões principais:

000 – generalidades

100 – Filosofia e psicologia

200 – religião

300 – Ciências sociais

400 – Línguas

500 – Ciências Naturais e matemática

600 – Tecnologia (Ciências aplicadas)

700 – Artes

800 – Literatura e retórica

900 – Geografia e história

Cada livro da biblioteca traz uma etiqueta na lombada com sua localização, que está relacionada ao assunto e ao autor.

Cada livro da biblioteca traz uma etiqueta na lombada com sua localização, que está relacionada ao assunto e ao autor.

Além da classificação, a notação de autor compõe as informações para localização do livro na estante, as mesmas são impressas em etiquetas que são colocadas na lombada dos livros, para melhor visualização nas estantes. Essa maneira de organização faz com que livros do mesmo assunto estejam em estantes próximas, e livros do mesmo autor sobre um mesmo assunto ficam bem perto um do outro. Assim, quando procurar um título específico, poderá dar uma olhada em outros de seu interesse.

Cada biblioteca utiliza a classificação que melhor atenda as suas necessidades, de acordo com o seu acervo. É possível também criar sua própria classificação, o que costuma ocorrer com acervos pessoais, já que na maioria dos casos o acervo é pequeno e acessado por um número reduzido de pessoas, permitindo organizar os livros de uma maneira mais simples, sem a necessidade da utilização de códigos e tabelas.

O mais importante é organizar os livros para que a recuperação seja possível e ágil.

Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação

O que eu faço com essas revistas?

Se você é desses que gosta de ler revista, é bem provável que tenha feito uma pequena, ou não tão pequena, coleção. Por isso, chega um certo momento que você não sabe o que fazer delas. Desistir e jogar fora? Espalho pela casa para as visitas? Encaixoto e guardo em cima do guarda-roupa? Ou organizo tudo para poder sempre consultar?

Uma coleção de revistas que não são lidas pode virar um banco com um suporte de madeira, dois cintos e uma almofada. Foto: Tuverde.com

Uma coleção de revistas que não são lidas pode virar um banco com um suporte de madeira, dois cintos e uma almofada. Foto: Tuverde.com

Desistir da coleção pode ser um pouco doloroso caso ainda ainda tenham algum valor emocional para você, no entanto, se a sua decisão foi feita, uma alternativa a mandar tudo para reciclagem e tentar vender (ou até doar) para um sebo. Em Bauru, é possível encontrar vários sebos, alguns até especializados em revistas, no centro da cidade. Se você sabe que sua coleção é valorizada, quem sabe edições raras de uma revista importante, ou uma coleção completa de quadrinhos famosos, uma alternativa que pode ser mais lucrativa é vender pela internet. Se não souber que preço atribuir, uma simples pesquisa vai informar a você quanto a maioria das pessoas cobram por revistas iguais ou semelhantes a sua. Além de vender, você pode tentar trocar, caso queira algum outro título. O skoob é um site que oferece uma ferramenta de trocas para aqueles que desejarem.

Sua coleção pode ficar sob mesas de centro ou bancos fixos. Foto: Vogue.com.au

Sua coleção pode ficar sob mesas de centro ou bancos fixos. Foto: Vogue.com.au

Se sua seleção de revista não segue um padrão de assunto, nem mesmo possui muitas edições de um só título, e se seu interesse não é ter o completo controle sobre elas. Você pode espalhá-las pela casa, organizando por tamanho, colocando em revisteiros, sob móveis, etc. Ou até montar pequenas mobílias com elas, como mesas de centro, bancos e aparadores. As revistas ainda estarão lá, mesmo que em difícil acesso.

Encaixotar é a solução mais simples. Mesmo assim, ainda dá duas alternativas: você pode organizar (separando título e colocando em ordem cronológica, por exemplo), colocar numa caixa e etiquetar por fora. Para o caso de ter alguma vontade de saber o que tem naquelas caixas. Ou ainda, você pode simplesmente colocar todas suas revistas aleatoriamente em caixas, e tirá-las de vista. A decisão é sua.

Vamos supor agora que deseje manter suas revistas, organizá-las visualmente, e ainda saber onde estão e de que assunto falam. Isso significa que sua coleção estará de uma maneira mais parecida com aquelas coleções de revistas que ficam em bibliotecas. Para isso você precisa decidir como organizá-las fisicamente, onde ficarão, que suporte usará, etc. O mais comum são revisteiros, de materiais como metal, plástico, acrílico e papelão, alguns sites ensinam inclusive como fazê-los de material reciclado. O ideal é mantê-las na vertical, com espaço para ventilação, mas sem espaço para cederem e curvarem. Se for imprescindível empilhá-las, inverta a posição de suas lombadas, assim uma ficará de ponta-cabeça e a outra na posição normal ou uma capa de frente pra outra. Quanto a ordem, o mais fácil é por título, e dentro do título, em ordem cronológica. Mas se preferir, pode organizar por assunto, e dentro do assunto por ordem cronológica. Enfim, o que for mais adequado para sua coleção ou o que for mais prático para o uso que fará das revistas.

Além disso, você precisará organizar as informações da sua coleção. O modo mais simples é em uma planilha, como Excel, Calc, ou até do Google Docs. Se tiver muitas edições de poucos títulos, cada título pode ficar em uma tabela (ou guia, aba). Caso sua coleção seja de títulos diversos, mas com poucas edições de cada, a informação do título pode ficar em uma das colunas.

Entre as informações essenciais para constar na tabela é o número da edição, a data de publicação e a localização. Essa última informação dependerá de como organizou fisicamente sua coleção e de quão precisa deseja que essa localização seja, então pode ser apenas o cômodo da casa, ou a estante e o porta-revista em que a revista se encontra. Ao organizar tenha o cuidado de saber se ainda haverá mais revistas para entrar na coleção, se não, dependendo da maneira que localizá-la, esse campo terá de ser mudado com frequência.

Além disso, algumas informações podem ser adicionadas dependendo da sua intenção como assunto de capa, estado de conservação, procedência, principais assuntos presentes, formato, número de páginas. Se sua coleção está incompleta e você tem a intenção de completá-la, coloque um item status, assim pode incluir informações que tiver sobre a edição que ainda será adquirida. Baixe um exemplo de tabela aqui.